LP do show "Gal a todo vapor " e Rosi di Primo na capa da revista Manchete de set/1973.
Falando sobre Dilma Vana Rousseff, atual ministra da Casa Civil e a primeira mulher candidata a presidência do nosso país e buscando informações sobre sua história, pois faço parte desta gama dos 47,8% que não a conhecem direito (de acordo com recente pesquisa divulgada)pois como ando envolvida por uma onda nostálgica que me assola já algum tempo, eu as convido a me acompanharem nesta viagem sem pretensão jornalística, nem tão pouco fidedigna a realidade, mas apenas descrevendo as lembranças de uma época que marcou imensamente minha vida, claro com uma pesquisadinha aqui outra ali e vários depoimentos e recordações das amigas do "Quarenta a mil" .
Participem com suas histórias.
A época imagino era inicio dos anos setenta onde o ato de se vestir significava expressar nossas opiniões sobre a vida e sobre o sistema que estavam recentemente ligados a fatos como o AI5 por exemplo. Assim qualquer forma de comunicação era utilizada, dentre elas as nossas roupas tinham papel fundamental.
As lojas lançadoras de moda de consumo eram Sloper e Sears (esta inclusive fui vendedora) e as masculinas Dijon e Mau Mau.
A Calça jeans, totalmente desbotada, tinha sua costura lateral desfeita e ali inseridos panos diversos, quanto mais personalizados melhor, com miçangas, paetês, lantejoulas, debruns, etc... Batas diversas, os chamados “vintage” que era uma espécie de troca de roupas usadas, uma forma de dizer não ao consumismo, ou seja, nada era por acaso, a idéia era sempre associar algum tipo de mensagem ou contestadora ou de “paz e amor”.
Vestidos e saias compridas bem abaixo da cintura, como usava Gal Costa no seu show, “Gal a todo vapor “. Usávamos muito um tecido chamado carne seca , baratíssimo , cerca de um cruzeiro mais ou menos , que era um algodão cru usado para cobrir as máquinas estampadoras e absorver o excesso de tinta , formando assim borrões impressionistas, que podiam ser transformados em qualquer peça de roupa. No tecido ficava um cheiro forte de tinta impregnado que juntamente com os aromas de patchuli e maconha marcaram esta época.
O veludo molhado também era tudo, vocês lembram ???? Nossa eu me achava “demais” com alguma peça do gênero.
Tinha também as tais calças pijamas e o rosa era proibido para homens até quando José Wilker, desbunde do teatro na época, surgia fagueiro vestido de rosa da cabeça aos pés dando “giros” por Ipanema.
Nos pés lembro-me bem dos tamancos tipo holandês de preferência da Smuggler, conga pintado a mão e as caríssimas botas de salto alto de couro de cobra que a turma “hippies de boutiques” eram os únicos privilegiados a usufruir.
Na praia Rose Di Primo (maravilhosa em uma época que não existia a cultura de academias) lançava a tanga, na qual preferíamos a de crochê, mas aí é um capitulo a parte.
Querem saber mais sobre o AI5 ??? Leiam o post anterior sobre o assunto abordado no blog da DILMA PRESIDENTE.