sábado, 5 de dezembro de 2009

Orgulho de mamãe ....





Minha filhona de coração (como gosto de ter filhos) a Camilinha,  é meu orgulho !!!

Botafoguense e estudante de Jornalismo daquelas que mesmo com a cassação do diploma , ama a profissão e continua firme e feliz em seus estudos e dedicação a matéria.

Ela é dona do adorável   O Caos Moderno e assim  descreve seu perfil:

"Camila Pereira



Estudande de jornalismo, botafoguense, amante de séries de TV e tecnologia, interessada por política, esportes e tudo mais que acontece no planeta Terra".


Amei filhinha , amei !!!!!
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sábado, 28 de novembro de 2009

A guerra com Rose





O pequeno comércio da minha rua “ no Raul Veiga” é totalmente pitoresco.

O meu quarteirão é quase  um centro comercial. Possui duas padarias, uma locadora de vídeo , uma fábrica de freezer e balcões frios , uma quitanda e os dois mais frequentados e famosos estabelecimentos: O  HORTIFRUTI DA LÉA e  o SALÃO VITÓRIA.

O primeiro a ser inaugurado foi o mercadinho da Léa, mulher guerreira que antes de abrir seu comércio as sete da manhã, já havia passado no CEASA por volta das cinco da matina para garantir  suas frutas, legumes e hortaliças vistosas . Ela dirigia o carro da família, a família e os negócios.

Léa também é habilidosa e prendada, costura bem, expõe e comercializa suas obras de forma a aproveitar o máximo o espaço.

Para as donas de casa do local foi uma alegria , uma mão na roda ali ao nosso alcance, já que na maioria das vezes precisávamos nos deslocar para o centro de Alcântara , apenas para comprar uma salsa ou uma lata de leite condensado para finalizar uma receita.

Foi uma euforia! O mercadinho foi um sucesso, dona Léa investia cada vez mais em novidades,mas como todo bom pequeno negócio, começaram os problemas. Um deles era o seguinte,  o que ela tinha de disposição seu marido aposentado tinha de lerdeza e este fato a enlouquecia e  fazia com que reclamasse para todos que lá compravam.

- Este homem é muito lento, estou entrando em depressão , estou gorda, estou cansada...

Lamentava diariamente e seu mal humor descambava automaticamente para os fregueses.

Para piorar a situação , seu estabelecimento sofreu dois assaltos seguidos e aí babou de vez!!!!

Ela falava em fechar o negócio, queria matar o marido que agora era lento e frouxo, os filhos abandonaram, os prejuízos eram enormes e tudo estava indo por água abaixo, até que seu espírito empreendedor teve a seguinte idéia:

- Vou dividir a loja e alugar a metade para alguém, pois assim ganho um dinheiro e de lambuja um vizinho para me acompanhar .

Léa passou a articular sua idéia e pôs o marido parar tratar da obra e procurar um advogado para fazer um contrato.  - Não quero aborrecimentos!  - Gritava .

Apareceu o primeiro inquilino, ou melhor, inquilina , a Rose.

Rose é uma mulata sarada, charmosa e cabeleireira. Trabalhou anos em um salão de belezas e juntou uma grana para montar o próprio negócio. Dona Léa empolgada com a possibilidade de refazer suas economias, ganhar uma amiga , aumentar o movimento na sua calçada e de quebra se embelezar, era só alegria!

Mais uma vez , nós moradoras ficamos na maior felicidade, um salão de belezas na rua, que maravilha !!!!

A inauguração teve coquetel com direito a limpeza de pele e hidratação grátis , finalmente o progresso chegava “no Raul Veiga” !!!

Rose, uma simpatia! Muito bem cuidada , um corpinho show , tirava onda contando vantagens sobre suas maravilhas estéticas com a clara intenção de vender seu peixe , no entanto dona Léa já começava naquele instante, olhar Rose meio que de lado , estudando o terreno. Fixada no corpucho da mulata, sua face expressava toda a desconfiança e duvida sobre o negócio que havia feito.

Rose desinibida que só , andava de um lado para o outro , dando beijinhos, pulinhos, gritinhos, todos eram “amor” , “querido”, “lindos” e “lindas”.

Com um tempo Rose ficou mais ousada , danou a elogiar os maridos da vizinhança.

- Com todo respeito, mas seu Onofre é bonitão !!!
- Dona Marilza , com todo respeito , seu marido e um tipão !!!

Pronto, foi o suficiente para aguçar a ira e o ciúme de Léa. Depois de um ano a dona do pedaço ficava de prontidão na porta do mercadinho abordando os clientes do salão.

- Quer fazer unha? Olha a minha mão, fiz com uma menina que vai à minha casa. Quer o telefone ? Você sabe ... Essa aí ao lado é preguiçosa, veja só , uma hora destas e o salão fechado. E tem mais!!! Ela fala mal dos fregueses depois que dão as costas.

Claro que logo, logo a maledicência caia nos ouvidos de Rose o que provocou uma guerra acirrada entre as duas.

Em um determinado dia, entrei no mercadinho em busca de verduras para fazer uma sopa.

- Léa, tem couve ou espinafre?

- Tem sim, mas antes vem aqui. Quero te mostrar uma coisa.

Levou-me para o canto da mercearia e neste instante observei que o “lento” correu para o canto oposto e deu a arrumar os tomates.

- Olha o que estou vendendo !

Disse isto e com um olhar de lascívia  jogou em cima do balcão vários apetrechos de sex shop .

- Veja esta bolinha Monica, você introduz lá no fundinho e na hora que seu marido te penetrar ela explode !!!

Fiquei perplexa! O que teria levado a senhora rechonchudinha e batalhadora a atitudes libidinosas de uma hora para outra .

Pensei, de duas uma, ou a Léa se sentiu insegura com a sensualidade da vizinha, despertando o libido enrustido a anos e não  queria ficar por baixo ou realmente o instinto empreendedor dela havia extrapolado.

Definitivamente “no Raul Veiga” não tem público para tais brinquedinhos.

Respondi: - Léa , se eu souber que tem alguma coisa dentro de mim que poderá estourar a qualquer momento , não vou me sentir a vontade (tentando ser natural).

- Que isso garota ! E este óleo conhece ???? Você passa no seu marido e lambe com força , assim o “negócio” dele aquece e o “bicho” fica doido. !!!

Caramba ! Ela tinha enlouquecido !!! neste momento lembrei do marido lento dela que enfiava a cara dentro dos tomates e tentei imaginar a performance sexual dos dois.

- Obrigada Leinha, mas realmente quero levar só o espinafre e um coentro se tiver.

A disputa entre as duas ficou acirrada em todos os sentidos. Uma falava mal da outra , vendiam as mesmas coisas, atrapalhavam os negócios e foi por aí até o momento em que Léa tomou uma decisão. Pediu a loja de volta e Rose para afrontá-la alugou outra duas vezes maior que a antiga e na mesma rua. Inaugurou um salão mais bonito , mais bem equipado com paredes externas pintadas de um rosa reluzente que se via a dois quilômetros.

Léa apor sua vez ampliou novamente seu mercado e pintou sua fachada de verde fosforescente.

Bom , nós fregueses saímos ganhando de qualquer forma .

Da próxima vez , Léa deverá alugar o comércio para um borracheiro .



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domingo, 15 de novembro de 2009

O revés da informação





Em recente visita ao blog o No Front do Rio  do excelente Jornalista Cesar Tartaglía o mais carioca dos jornalistas , fiz um comentário, e não sei se por motivos óbvios, ele poderá publicar , já que falo mal da rede Globo e enalteço Leonel Brizola , o (mesmo morto, como prova recente do ataque do jornal O Globo de edição dia 29 de março de 2009) arquiinimigo da emissora . Sendo o Cesar funcionário da empresa, entendo perfeitamente o desconforto, portanto, troquei por um comentário mais publicável.


Na versão sem cortes (risos) , incluía a frase “O que pensa ou comenta nos dias de hoje triste figura falida de uma emissora hipócrita. (Leonel , Leonel como faz falta nos cenários políticos) .”

E ... “Um artista que na minha adolescência eu achava um gênio e um revolucionário, hoje comparo a um Pelé misturado com Maradona e ao ex-ministro Magri de tanta merda que fala.” Segue o link do post .

Imagino que palavrões , o nome Globo e outros caem automaticamente no filtro da TI e passam por aprovação depois. Tranqüilo, pois o que importa é que no meu blog , posso falar mal do Caetano o qual considero um perfeito idiota , reacionário, metido a besta , alienado e que tira onda de culto com aquela cara blasé como se nada que não fosse da estirpe do Fernando Henrique , da altura do Fernando Henrique , da formação do Fernando Henrique , do qual ele tenta se parecer fisicamente (coitado do Fernando Henrique) prestasse para alguma coisa , aliás detesto estes pretensos cultos de mídia , que se acham formadores de opinião e dão pitaco sobre o que não conhecem. O que sabe Caetano que vive naquele mundinho de elite administrado por “ Paulinha Lavigne” da vida do povo, onde seu unico  contato com a "base"  se resume a visita de algum morador de comunidade próxima a sua residência no Rio por motivos sabe-se lá escusos.

Que hipócrita , como toda a elite deste país e alguns meios de comunicação.

Não tenho a menor simpatia pelo dono da Record , mas não tem nada mais patético do que ver o William Bonner e Fátima Bernardes  com aquelas caras de manipulados , enchendo o nosso saco com a processo do Bispo Macedo , outro pilantra , como se isso fosse impedimento para que o público veja o Jornal da Record que é bem melhor que o jornal nacional ou que tenhamos o discernimento que o Fantástico está uma bosta de  assistir e o Domingo Espetacular mesmo sendo razoável dá de mil na programação da Globo !!!

É Leonel , continua do mesmo jeito , nada mudou para a vênus platinada, para a direita elitista e seus seguidores. De bom mesmo neste cenário só o LULA , só o LULA !!!!


E tenho dito !!!!!


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sexta-feira, 23 de outubro de 2009


Meu aniversário se aproxima , será no dia cinco de novembro , porém irei comemorar na quadra da GRES São Clemente , no dia sete de novembro na Feijoada da Clementina , com show de Arlindinho Cruz .

Estão convidados !!!!!

Feijoada da Clementina




Scraps
Recados animados

Invasão no Raul Veiga

O bagulho tá doido !!!!












Tenho pensado bastante na neurose urbana.

Em época de gripe suína cai na besteira de me engasgar com um amendoim (daqueles que tem cobertura de açúcar e canela), dentro de um ônibus cheio. Timidamente observei os olhares de hostilidade com um misto de terror que me dirigiam, fazendo com que eu me encolhesse de tal forma na tentativa desesperada de sufocar minha tosse e gritar : - É um amendoim , é um amendoim... cof ! cof! ...

Passando a minha crise convulsiva, pude finalmente me desculpar pelo fato de  alguns instantes (que me pareceram eternos)  ter provocado uma histeria coletiva com ameaças epidemiológicas catastróficas no coletivo urbano.

Ontem, ao chegar em casa minha família havia desaparecido. A minha mãe de setenta e três anos e meus três filhos pequenos. Perguntei aos vizinhos preocupada:

- Vocês viram se minha mãe saiu com as crianças ?

- Saiu sim, tem uns vinte minutos e os meninos também foram .

- Mas ela estava bem ?

- Estava sim, mas você soube o que aconteceu ??? (com cara de horror)

- Não, o que foi ?

- Os bandidos do “Rio” estão fugindo pra cá e deram ordens expressas para todo o comércio fechar as portas às oito horas da noite .

Olhei para o relógio eram sete e quarenta, pensei, “fudeu !!!!”

- Mas vocês tem certeza , eles vieram invadir o Raul Veiga ???

- Sééééério , já mataram dois em Alcântara e colocaram fogo em tudo !!!!!

Larguei bolsa e sandálias na minha porta (estava sem as chaves) pedi um par de chinelos emprestado com o vizinho e sai abalada rua abaixo quando  encontrei minha filha chegando do trabalho  , linda e serelepe...

- Ju , o Alcântara está se acabando , vamos buscar sua avó e os meninos que naõ sei que diabos resolveram fazer naquelas bandas e os bandidos do “Rio” invadiram nossa terra , mataram vários e colocaram fogo em tudo !!!!!!!

Juliana de preta ficou amarela, saímos correndo em direção ao centro de Alcântara.

No caminho encontramos o Hugo com seis sacolas do supermercado Extra, reclamando adoidado do peso e logo atrás minha mãe e os dois menores.

- Hugo! Onde raios vocês estavam ????

- No mercado ué !!!

- E os tiros e as bombas e o fogo ?!

- Hum !!!!!

- Os tiros Hugo , tá lerdo ?! Como está o Alcântara ??!!

- Tá lá ué, normal... mas a minha avó é muito teimosa, eu disse que era tarde pra ir ao mercado e ela ainda esqueceu o cartão e me fez voltar em casa e blá,blá,blá...


O furdunço estava formado. Os vizinhos sentados na calçada em frente aos portões contavam cada qual a sua versão para “invasão do Raul Veiga” e as crianças aproveitavam para bater uma bolinha no meio da rua.

Em seguida chega meu marido (que também adoooora uma novidade) vindo do buteco do Wilson (o rei dos tiras gostos das sextas-feiras), esclarecendo que o fogo  teria sido em função da repressão aos camelôs realizada pela guarda municipal e que os mesmos revoltados com a apreensão da mercadoria incendiaram tubos de PVC que lá estavam jogados , formando um fumaceiro desagradável ali em volta do comércio.

Pelo sim , pelo não tranquei minhas portas (de vez em quando fazemos isso ) quando o Julinho disparou:

- Vagabundo vai fazer o que aqui no bairro, só se for montar uma boca de cachaça!!!   Referia-se a animação das biroscas locais que faziam debates acalorados  sobre o o assunto do dia !!!!

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